No atual cenário macroeconômico, é curioso constatar que, apesar do longo histórico de volatilidade do País, continua grande a quantidade de empresas que não adotam estratégias preventivas de hedge cambial. Há uma série de mecanismos de gestão de risco e proteção disponíveis no mercado, como os derivativos, por exemplo. Esses instrumentos podem ainda sofrer uma certa discriminação no País — por causa de incidentes emblemáticos provocados pelo seu uso equivocado por empresas nacionais em 2008. No entanto, o fato de as empresas não empregarem esse importante recurso de gestão de riscos de mercado está mais associado a desconhecimento.
Num momento em que fica cada vez mais clara a necessidade de adoção de medidas de minimização de impactos financeiros, é interessante esclarecer o devido funcionamento dos diferentes tipos de derivativos. Além disso, é importante enfatizar todos os benefícios por eles proporcionados à saúde financeira de qualquer empresa que se veja obrigada a enfrentar mudanças imprevisíveis nas relações de apreciação ou depreciação entre moedas ou outros tipos de ativos.
Fábio Zenaro é superintendente de produtos da Cetip
Fonte: Capital Aberto
Nenhum comentário:
Postar um comentário